2000

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UNIFESP

 


 

UNIFESP

Diadema - SP - 2006

cliente: Universidade Federal de São Paulo

área construída: 126.500 m²

 


 

FRAGMENTOS - UNIDADE

Para o desenvolvimento projetual do novo campus da Unifesp, propomos um espaço que estimule o encontro e a troca, uma espécie de continuidade das ruas e praças, onde é revelada cada raça, rosto, tipo. Este espaço deve se abrir para diferenças, servir de suporte para uma estratégia rumo à construção da cidadania, uma vez que poderá possibilitar a potencialização de encontros, de trocas de informações, experiências e convívio social.

O processo de desenvolvimento do projeto para o novo campus foi baseado na vontade de impulsionar a união de diferentes vocações, culturas, crenças, raças, idades e hierarquias acadêmicas em um único conjunto de espaço, resultando na idéia principal de unidade. O conceito fundamental de unidade é manifestado através da criação de uma cobertura única que une os edifícios do complexo, fazendo com que os diversos blocos, módulos e unidades acadêmicas sejam identificados como parte do todo. Além disso, essa cobertura se estende de acordo com as necessidades de ampliação, de maneira a tornar o faseamento de construção e implantação do complexo o mais livre possível, para futura decisão.

A PRAÇA DE ACESSO

Queremos fazer de nosso objeto arquitetônico parceiro do imaginário acadêmico, e para isso, nosso palco não poderia ser outro se não o espaço público, materializado na forma de uma praça que une e evidencia através de seus vazios, edifícios que servem como panos de fundo aos anseios dos alunos e professores. São objetos que absorvem os vestígios de cada indivíduo, curso, ou maneira de ver o mundo em forma de arte, funcionam como catalisadores físicos que respondem externamente valores do dia a dia grifados em suas paredes.

COMPACTAÇÃO

O terreno escolhido e a legislação municipal que incide sobre ele apresentam alguns desafios para o projeto, como o limite do número de pavimentos e o relevo acidentado, além do complexo programa de necessidades que o projeto deve atender. Portanto, buscamos nestes desafios uma proposta direta e clara que respondesse satisfatoriamente a estes. Assim, a compactação se tornou a opção mais adequada, orientada pela redução das circulações, pela facilidade quanto a acessibilidade, além da minimização do impacto ambiental. Tem-se assim uma arquitetura imponente, que marca horizontalmente a paisagem e que principalmente, respeita o ambiente em que está inserida.

 

 

A COBERTURA PRINCIPAL

A cobertura principal é o objeto de conexão entre todos os volumes além de funcionar como um anteparo ao sol e a chuva. Ela é formada por peças pré-moldadas de concreto, facilmente reproduzidas e montadas, conforme a ampliação e implantação do complexo. A gráfica imposta pelos pilares de concreto que suportam a grande cobertura proporciona leveza ao conjunto, além de confundir-se com os troncos das abundantes árvores existentes no entorno.

IMPLANTAÇÃO

O primeiro passo para definirmos a melhor implantação do campus no terreno foi identificar áreas potenciais, locadas em cinco setores principais.

A área um (1), localizada ao norte da gleba A1, configura-se como o primeiro ponto visual do complexo. Neste espaço implantamos o edifício que abriga um teleférico que faz a conexão entre a gleba B e a gleba A1, funcionando como um verdadeiro pórtico de comunicação e visibilidade do conjunto construído e natural, acesso direto de quem desembarca do transporte coletivo. Nesta área também estão as salas de aula da primeira fase, concentradas num conjunto de quatro edifícios com três andares cada, com suas fachadas orientadas para norte ou para sul.

O segundo ponto estratégico composto pela área dois (2) é o mais importante do complexo, pois faz a amarração entre as áreas potencializadoras e configura-se como a chegada principal ao campus. Este acesso pela Estrada Pedreira Alvarenga permite uma conexão mais direta até a praça central coberta no ponto mais alto do terreno que comunica visualmente as áreas e abriga a parte do programa como mediateca, auditórios e administração.

A área três (3) será formada pelo conjunto de futuros cursos e formarão o restante do campus junto com a área quatro (4) da gleba A2 que abrigará o núcleo esportivo do conjunto. Esta terceira área configura-se como um grande espaço que abrigará outros núcleos de salas praças e funções.

A quarta área (A2) abrigará a parte esportiva do campus e está localizada na parte oeste do conjunto, configurando-se como um arremate ao campus, assim como a área um (1).

Na área cinco (5), localizada na gleba B, estão as principais funções de serviço, o acesso independente pela estrada principal, o acesso de pedestres do terminal de transporte coletivo e conexão com a gleba A1 pelo teleférico.

A setorização foi feita através da distribuição do conteúdo programático nos cinco platôs, tendo como ponto de partida o estudo das isodeclividades do terreno, resultando em uma distribuição que facilitasse as circulações e os acessos ao campus, além da priorização das vistas e orientação solar.

ACESSIBILIDADE

O acesso às glebas destinadas ao projeto apresenta hoje grandes obstáculos de circulação e comunicação. Para a primeira fase de construção procurou-se enfatizar o acesso, que fosse o mais simples e fácil possível. Sendo assim, optou-se por aproveitar o caminho existente à gleba A1, pela estrada principal, permitindo acesso à parte mais alta do terreno com menor deslocamento, facilitando não só o acesso de pedestres, como também, se configurando como uma boa opção para veículos.

Como está prevista a implantação de um terminal de ônibus próximo a gleba B e é necessária uma ligação mais fácil entre as glebas B e A1, propõe-se um segundo acesso, somente para pedestres através de escadas, exigindo maior deslocamento vertical e a implantação de micro ônibus para atender as necessidades globais de acessibilidade.

Para uma segunda fase, propõe-se a conexão entre as glebas, através de um teleférico, assim evitando os grandes deslocamentos verticais e horizontais que são necessários devido ao terreno acidentado e a prioridade dada aos pedestres que chegam à universidade por transporte público.

Também se faz necessário uma fácil locomoção de veículos particulares internamente, principalmente para pessoas com dificuldades locomotoras, docentes e carros de serviço e emergência. Assim foi implantada uma via de acesso para veículos de grande porte até a entrada principal e posteriormente, uma via para veículos de pequeno porte, que fica abaixo do nível das edificações, evitando perturbações visuais e sonoras. Esta via leva a dois pequenos estacionamentos, com vagas limitadas, que podem ser expandidas caso seja necessário.

SUSTENTABILIDADE

Para fazer do campus um local auto-sustentável como espaço, temos que estimular diversas atividades geradoras de vida. Para isso, propomos além dos usos solicitados em edital, outros que possam gerar estímulos coletivos, tais como farmácias, lanchonetes, bancos, espaços culturais e limitadamente residências para estudantes.

O sistema de circulação do campus também tem grande importância neste processo, são as hierarquias de vias carroçáveis ou de pedestres juntamente com os espaços privados e públicos que darão o incentivo a passagem, troca, convívio e outros. Para isso propomos que estes se comuniquem ao máximo, gerando na intercessão entre os mesmos, espaços passíveis de utilização comunitária ou particular dependendo das dinâmicas do campus ao longo dos anos.

Através do paisagismo criamos áreas de acúmulo de água, que funcionam como cisternas ao ar livre. Estas áreas têm o nome de “swale” e serão responsáveis pela captação, juntamente com os edifícios, das águas da chuva, sendo esta conduzida, posteriormente, para grandes cisternas e automaticamente reutilizadas para regar jardins e aproveitamentos afins.

A mecânica dos edifícios também responde significativamente a este processo: os blocos acadêmicos foram implantados buscando a melhor orientação, evitando exposição direta à insolação leste-oeste e dotando suas fachadas principais sul e norte com proteções horizontais. Entre os blocos existem áreas arborizadas que protegem as fachadas da insolação norte e criam uma integração da vegetação com os ambientes construídos, além de garantir uma melhor ventilação natural.

Na cobertura dos edifícios, criamos terraços jardins, com o objetivo de amenizar o calor proveniente da cobertura e captar com mais facilidade água da chuva. Além disso, implantamos captadores de energia solar, a fim de estimular o processo de geração de calor para aquecimento e eventualmente de energia. É importante notar que este processo de captação e reutilização de água, geração de calor, energia, e outros, funcionam principalmente como espelhos acadêmicos. São estes elementos que estimulam pesquisas e que devem fazer parte do tema da universidade como material didático.

 

 

 

Equipe:
Marco Milazzo
Ana Paula Polizzo
Julie Napoleon
Gustavo Martins

 

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