2000

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NAB

 


 

NAB

Niterói - RJ - 2007

cliente: UFF / Petrobrás

área construída: 2.800 m²

 


 

A capacidade de raciocínio fez do homem a maior criação da natureza. Dos seres vivos, é ele o único que modifica o espaço natural para melhor sobreviver. O homem é a peça chave da evolução da vida e ainda não se deu conta de seu papel fundamental na manutenção da mesma. Por toda sua existência, o homem vem tirando da natureza seu sustento, explorando ao máximo os finitos recursos que a natureza o oferece.

Hoje, esta constante busca por recursos energéticos provenientes da natureza evidencia um problema gigantesco que nos últimos vinte anos ganhou proporções mundiais e vem fazendo com que o homem repense sua maneira de entender o valor da manutenção de nossas reservas naturais. O planeta tem respondido negativamente a incapacidade do homem de usufruí-lo de maneira harmônica, a pensa-lo como parte de si e como elemento fundamental para sua existência.

A seriedade deste fato tem feito com que o homem, ainda que precocemente, procure soluções alternativas para minimizar sua anterior despreocupação. Atualmente, tem-se percebido que muitas das fontes básicas de energia alternativa, também podem ser retiradas da natureza, mas neste caso, formando uma espécie de ciclo auto-sustentável. A tecnologia, quando direcionada corretamente, tem papel fundamental nesta mudança de valores, criando catalisadores energéticos, como as usinas hidroelétricas, as usinas eólicas, e outros tipos de obtenções naturais de energia.

Além destes meios bem conhecidos por nós, atualmente tem-se apostado também em outras fontes naturais de criação de combustíveis não derivados do petróleo, como o Álcool, o bio-disel, dentre outros.

É importante notarmos que somos parte de uma coisa só. Frutos da vida que se espalhou em diversas formas no planeta. A ação de usufruto do espaço natural não deve ter um sentido único, ela deve ser bilateral, fazendo do homem e dos demais organismos naturais parte do mesmo ciclo, da mesma troca, com sentidos comuns.

A criação do NAB surge da vontade de refletir através da arquitetura a importância de se evidenciar a relação harmônica entre homem e natureza. Materializar em formas arquitetônicas e na construção de uma paisagem o comprometimento que deve existir na troca entre o meio ambiente e quem usufrui sua riqueza.

O PROJETO

Propomos um edifício que seja resultado do diálogo com o lugar e que não apenas se adapte a ele, mas que faça parte da construção de uma paisagem, aonde edifício e terreno tomam conta um do outro, claramente distintos, mas fazendo parte da mesma comunhão, de uma ação conjunta que faz de ambos importantes peças de uma engrenagem composta pela natureza e seus diversos sistemas.

A nova edificação situa-se no campus da praia vermelha na Universidade Federal Fluminense, num terreno que está voltado para a baía de Guanabara, compartilhando com seus vizinhos uma das vistas mais belas da cidade. Seu terreno é irregular e sua cota vai descendo até a Av. Gal N Tavares de Souza, criando uma diferença de quase 3,00m entre terreno e Avenida.

No projeto do Nab, a sua vista se tornou uma importante diretriz projetual. O terreno, diferentemente dos demais edifícios do campus tem proporções quadradas, ganhado suas fachadas dimensões muito parecidas. As dimensões do terreno limitam a taxa de ocupação do projeto que é totalmente explorada numa opção compacta de implantação para o edifício, permitindo sua simplificação construtiva e conseqüentemente sua concreta viabilidade econômica.

De maneira a equilibrar a massividade e compactação da volumetria, buscamos fazer com que a paisagem invadisse os espaços vazios e participasse do conjunto construido. O terreno agora passa a ser entendido como construção, participa da nova tipologia implantada e conseqüentemente de nossa proposta conceitual.

O uso de materiais como o concreto armado, alumínio, cerâmicas, a cor branca, fórmica e outros, ganharam novos critérios de emprego, porém permaneceram evidenciando o espírito do conjunto dos edifícios. A utilização dos pilotis, encontrados em outras edificações do campos, ganha neste projeto uma releitura contemporânea.

Além dos pilotis, outros elementos como o terraço jardim, os brises solei, o plano de vidro, a estrutura independente do edifício e de sua marquise de acesso, figura ao NAB um imaginario por vezes moderno e “Corbusiano”, que no projeto em questão, foram redimensionados e reutilizados para servir às necessidades da contemporaneidade.

ORIENTAÇÃO DAS FACHADAS

A implantação do edifício segue as demais orientações solares do conjunto de edifícios existentes no plano diretor da UFF. Quando refletimos sobre esta questão nos deparamos com um aspecto que deveria ser tratado com atenção: as proporções geométricas do terreno cedido não segue a horizontalidade voltada para Leste e Oeste dos demais edifícios existentes naquela área específica, com o AddLabs e o da Geociências.

Como o edifício projetado possui outras proporções, as fachadas Norte e Oeste são protegidas por uma pele de brises fixos afastados 60cm da parede do edifício, criando um colchão de ar entre brise e parede. Os brises foram dispostos horizontalmente obedecendo uma proporção de espaçamento vertical entre cada brise, que permite sempre a entrada de luz difusa nos ambientes.

A Fachada Leste é composta pelo volume que abriga áreas técnicas, como os elevadores, escadas, sanitários e depósito. Este volume é todo de concreto, passando a idéia de massividade, porém com pequenas aberturas que o fazem respirar.

A fachada Sul também possui uma proteção especial. Ela se abre plenamente para a Ilha da Boa Viagem, marco natural e histórico da cidade. Nesta fachada estão os gabinetes, as salas de aula e de professores (andares corridos do edifício), todos protegidos por esquadrias verticais com 1,00 de largura e 2,00m de altura que avançam 30cm para o interior das salas, tornando seus montantes, protetores dos indesejaveis raios solares do poente.

O PROGRAMA

O edificio se apresenta em consonância com a paisagem permitindo que seu embasamento verde seja um natural recanto de estar e convivencia para os alunos da universidade. O projeto pretende com este gesto democratizar seus espaços, potencializando o encontro entre alunos, técnicos e professoares.

O acesso principal é feito ao nível -2,00m, onde encontram-se a recepção, escaninhos e área de convenções, dividida em sala de múlpilo uso, apoios técnicos e audítório reversível. Uma única prumada técnica concentra elevador, escada, shafts, banheiros e vestiários que estendem-se ao andares superiores (área acadêmica) e inferiores (Laboratórios especializados), formando um volume de concreto.

O mezanino deste térreo semi-enterrado é composto por lanchonete, biblioteca e secretaria, voltadas parcialmente para a área de pilotis do edifício, podendo também, serem acessadas, independentemente, por uma escada no nível -2,00m sob os pilotis.

Os espaços formados pelo térreo semi-enterrado e seu mezanino são cobertos pela paisagem que caracteriza a implantação deste conjunto, destacando-os do volume de concreto da prumada técnica de elevador, escada e sanitários.

No subsolo encontra-se a área mais reservada do NAB. O conjunto é formado por três laboratórios de referência, salas de suporte técnico, área técnica para ar condicionado, almoxarifado, vestiários, casa de bombas e depósitos. Esta área possui acesso restrito ao público externo, alunos e professores não autorizados. Sua localização no subsolo cria áreas com fatores ambientais controlados, o que é importante para manter a confiabilidade nos resultados laboratoriais. Além disso, o corredor técnico possibilita não só o fácil acesso a manutenção dos três laboratórios como também gera um espaço entre as paredes de contenção do edifício e a parede do laboratório tornando-os independentes.

O térreo do edifício conecta as áres inferiores (subsolo com laboratórios) e as superiores (mezanino, 1º. pav, 2º pav e terraço jardim). Os pavimentos educacionais são compostos pelo 1º. e 2º. Pavimentos. Neles encontramos ous demais laboratórios, salas de aula, sala de reuniões, sala de professores, gabinetes e outros.

A proporção geométrica do terreno e consequentemente do edifício, fornecido pela CAEP (Prefeitura do campus universitário da UFF), os ambientesforam organizados entre uma circulação interna, fazendo com que a possibilidade de ventilação cruzada no edifício seja resolvida pela utilizaão de um conjunto de “shafts” que funcionam como “exaustores” conduzindo, separadamente, a ventilação e o som provenientes dos ambientes. Este sistema prevê também seu fechamento, quando se fizer necessária a utilização de aparelhos condicionadores de ar.

A cobertura abriga o Museu da Encrustação no volume de concreto, que é voltado para o terraço jardim. Este espaço foi idealizado no sentido de promover a discussão e permitir a visualização dos sistemas de controle ambiental do edifício, sendo também utilizado para o lazer e o estar da comunidade acadêmica. Com a extenção da pele de brises inseridas nas fachadas norte e oeste, até +2,70m de altura da laje de cobertura e a criação de uma pérgola metálica treliçada, permitimos o melhor aproveitamento deste espaço protegendo-o do forte sol e ventilação excessiva. Todos estes elementos possibilitam a manutenção da austeridade volumetrica necessária para este edifício, que tem como objetivo, fomentar a discussão acadêmica sobre o emprego racional dos recursos natuais no estudo em biomassas e gerenciamento de águas.

 

 

 

 

 

Equipe:

Marco Milazzo
Sara Jorge
Fernanda Muse
Tom Caminha
André Thurler
Ana Paula Polizzo
Gustavo Rosadas
Gustavo Martins

 

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