2000

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IGREJA PUC CAMPINAS

 


 

IGREJA PUC CAMPINAS

Campinas - SP - 2001

cliente: Puc Campinas

área construída: 1.680 m²

 


 

Igreja - integração
Igreja - recolhimento
Igreja - caminho
Igreja - movimento
Igreja - encontro
Igreja - comunidade
Igreja – edificação
Igreja – espaço do cotidiano e da celebração

O projeto da Igreja da Pontifícia Universidade Católica de Campinas visa a implantação de uma arquitetura contemporânea que se torne referência e constitua um local de encontro. Daí a escolha de um volume bem caracterizado e reconhecível em que as funções religiosas e de reunião são percebidas imediatamente.

Buscamos recursos que imprimam simplicidade à arquitetura numa atmosfera informal e acolhedora, comprovando que os lugares de congregação e celebração não são incompatíveis com o cotidiano, podendo assim aproximar o homem e o sagrado.

A integração constitui o elemento gerador da intervenção: integração da própria Igreja no campus da universidade, integração de todos os espaços que a compõem e integração entre as pessoas que a freqüentam ou passam por ela.

O projeto para a ampliação do campus prevê uma nova área na parte norte e com isso surge a necessidade de ligação entre esta e os existentes blocos A, B e C. Procura definir e realçar este movimento de ligação dirigindo-o através de uma grande escadaria que segue a inclinação do terreno. Ao lado desta escadaria locamos a Igreja que se abre formulando a integração destes espaços de movimento - passagem e encontro - permanência.

Reforçando a idéia de movimento, projetamos uma circulação coberta, uma interpretação da tradicional galeria do claustro. Esta galeria circunda o terreno da Igreja, delimita e ao mesmo tempo une física e simbolicamente os espaços sacros e profanos. Além disso, estabelece um espaço de transição entre o ruído e o silêncio, que funciona como amortizador do barulho externo e preparação para o silêncio interno. Esta galeria cria ambiências junto à Igreja, as quais participam de suas celebrações. Ela tem início na entrada pública do terreno, e segue até o edifício que abriga as funções paralelas como a secretaria da pastoral, a sala de reunião, etc.

Há ainda um volume de ligação entre a galeria e a Igreja, que abriga a capela e serve de acesso secundário para a Igreja.

A galeria define um percurso contínuo na arquitetura, definindo diferentes lugares e a disposição de volumes e planos: passa pela capela, que possui um acesso indireto e independente, constituindo um espaço de recolhimento; segue ao acesso secundário da Igreja que permite a participação na missa a partir deste caminho; passa pelos espaços externos limitados pela própria circulação coberta; segue pelo edifício que abriga as funções secundárias formando assim um espaço protegido que serve de área externa para atividades realizadas na Igreja.

IGREJA EM MOVIMENTO

Concebemos a Igreja como um espaço aberto, de encontro, e com isso um espaço flexível. Por isso prevemos possibilidades de ampliação, diminuição e redefinição dos espaços internos e externos, conforme a necessidade. A capela como espaço de recolhimento tem a possibilidade de fechamento total recebendo um mínimo de luz através de clarabóias. Ela possibilita ainda abertura para a nave central para que os visitantes possam participar das cerimônias. Da mesma forma, o acesso secundário que interliga a Igreja à galeria e a parte frontal podem ser abertos para a participação do espaço externo formado pela galeria e pelo edifício anexo, que abriga as funções secundárias.

Nossa proposta é, através da maleabilidade, usufruir ao máximo a continuidade dos espaços internos e externos, sugerindo a franca acessibilidade. Estas características têm como resultado uma relação menos formal e uma maior comunhão entre o celebrante e os fiéis. Neste momento, a arquitetura não se faz sagrada somente pelo destino sagrado que abriga. Por ser um ato consagrador, ela realiza um gesto que só se completa ao ser vivido pelas pessoas.

A introversão dos locais tem sua forma final a partir dos desníveis e dos volumes empregados como elementos arquitetônicos. Além disso, através das poucas aberturas, é proporcionada uma ambientação interna que enaltece o silêncio e o recolhimento. O marcante eixo vertical existente, o reservatório de água, participa da composição volumétrica reforçando a simbologia de ligação entre o imanente e o transcendente.

VOLUMETRIA E ELEMENTOS

A volumetria do conjunto, com todos os elementos fundamentais à concretização dos rituais, revela a nossa interpretação do espaço litúrgico, buscando a todo momento uma harmonia entre o “humano” e o “divino”. As formas criam, uma comunhão entre o entorno preexistente e o novo espaço sagrado.

O projeto se origina de volumes simples e puros, onde a clareza e a simplicidade das formas, e o contraponto de cheios e vazios norteiam a intervenção. Também os materiais utilizados auxiliam na leitura do conjunto e destacam qualidades espaciais diversificadas.

Para a composição da nave da Igreja escolhemos um volume simples e sólido, um cubo. Por isso, suas paredes transmitem, mesmo internamente, uma idéia de solidez e durabilidade, sendo composta de materiais de caráter permanente, como concreto e pedra, representando a terra, contrapondo-se ao vidro, que dá transparência e leveza. A capela representa o elemento água com um espelho de água sobre este volume, uma cortina de água que cai por sua fachada frontal e torna-se novamente um espelho ao nível da entrada da Igreja. Este elemento cria um espaço puro, atemporal, que simboliza a natureza e vida através da água. Este espelho tem funções climáticas e estéticas, refrescando o ambiente interno, auxiliado pelo vento que passa sobre a capela e entra no volume da nave central. Alem disso, ele reflete a luz do sol (direção norte) no teto da nave central.

A galeria se baseia nos elementos ar e fogo, representados pela luz. Ela é formada por um grande painel que acompanha a rua, uma laje de cobertura e uma linha de pilares para o espaço interno. Estes pilares possuem um ritmo descontínuo, como música: eles cantam e retomam a mesma melodia, buscando a prática da devoção na repetição dos elementos estruturais. No painel, em vidro com uma película aplicada, mostramos um trabalho de fotos, abstrações de vitrais existentes, interpretações do tema luz em movimento, constituindo um ambiente convidativo ao recolhimento, à meditação e à reflexão.

Este mural separa o lado externo do lado interno. A separação abrupta entre os dois mundos é substituída por uma leve transição ou por uma certa superposição do sagrado e do profano. E o ponto de contato entre esses dois mundos é a luz, o elemento que atravessa o mural, que atravessa os dois mundos e cria uma comunicação entre eles. A luz não é somente o que torna as coisas visíveis, mas também a própria substância que contém as leis naturais, conhecidas ou ignoradas. E não apenas em sua materialidade translúcida o mural cria esse contato entre o sagrado e o profano, mas também em sua composição plástica. As imagens abstratas ali presentes correspondem a rastros de luz registrados através de processo fotográfico, rastros de luz que atravessam a arte figurativa e sagrada de vitrais tradicionais e vêm imprimir-se na película fotossensível. Essas imagens representam a luz horizontal e verticalmente, reforçando a idéia de ligação entre homem – homem (horizontal) e homem – Deus (vertical). Remontemos ao significado originário da palavra fotografia – photo, luz, graphía, inscrição, photographía, inscrição luminosa. Aqui, a reverência implícita a Deus se faz na reverência explícita a sua primeira criação: fiat lux. O objeto arquitetônico se define pela adição das suas partes que evidenciam elementos distintos e simbólicos. Sua composição é resultado da implantação no terreno que se originou a partir de relações criadas com o contexto existente.

 

 

 

 

 

Equipe:
Marco Milazzo
André Lompreta
Ana Paula Polizzo
Carla Miguelote
Thorsten Nolte
Gustavo Martins

 

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