2000

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COMPLEXO TERRA ENCANTADA

 


 

COMPLEXO TERRA ENCANTADA

Rio de Janeiro - RJ - 2012

cliente: REX / EBX

área construída: 380.800,00 m²

 


 

A análise dos terrenos e a definição do programa foi elaborada em reunião conjunta com os arquitetos e engenheiros das empresas que compõe a equipe que irá desenvolver o projeto. Nesta reunião foram definidos os fatores que influenciam na definição da proposta, identificando os pontos fracos e fortes do empreendimento. Baseado no uso de aproximadamente 30% do empreendimento para edificações residenciais, juntamente com os usos existentes no entorno imediato dos terrenos, foram calculados os percentuais das áreas comerciais, de lojas, serviços, áreas de lazer, e estacionamentos.

MASTERPLAN GERAL

O Masterplan foi criado pensado na criação de uma distribuição orgânica, se opondo a tradicional ortogonalidade dos empreendimentos da Barra da Tijuca, que possa criar uma nova identidade visual atraente e coerente com os fatores internos e externos existentes no local.

O conceito principal norteador da proposta envolve uma intervenção urbana que engloba os outros empreendimentos existentes e futuros no entorno imediato, como o Via Parque e o Península. Criação um eixo de ligação entre os terrenos e a Lagoa de Jacarepaguá, conectando as áreas de vegetação através de um parque linear e conectando dois pontos extremos da Lagoa, pela recuperação do canal no eixo da Avenida João Cabral de Mello Neto. Este parque linear complementa o circuito dos Parques criados pelo paisagista Fernando Chacel: Parque da Gleba E (1988), Parque de Educação Ambiental Professor Mello Barreto (1995), Parque Fazenda da Restinga (1999) e ‘Calçadão’ Ecológico Rio Office Park (2004) que, situados às margens do complexo lagunar local, aplicam o conceito da ecogênese – recuperando o ecossistema degradado. Além disso conectam esses parques às áreas verdes dos dois terrenos empreendimentos da REX, criando áreas de lazer únicas e inovadoras, com possibilidades de grandes circuitos de caminhadas, ciclovias e áreas de recreação. Este canal tambem se conecta às duas novas lagoas no centro dos terrenos, permitindo uma renovação natural de suas águas, e colaborando na drenagem das águas de chuva.

A distribuição no terreno do Terra Encantada levou em consideração a preservação da área de vegetação existente, a manutenção e ampliação do lago do parque, conectando com a água natural da Lagoa, os ventos dominantes, e a criação de micro áreas que separam as funções que precisam ser mais protegidas, das áreas em contato maior com as vias principais. Foi criado um eixo linear ligando área verde preservada, lagoa existente, e o eixo da Avenida João Cabral de Mello Neto. Este eixo marca o terreno e define a distribuição das edificações.

A distribuição das edificações na área do estacionamento segue o desenho do terreno, e prioriza a vista livre e preservada para as edificações residenciais e o hotel. Nas áreas mais próximas ao shopping via parque ficam as edificações comerciais. As edificações também foram organizadas para criar um circuito interno de lojas.

SETORIZAÇÃO

Com o objetivo de aumentar a área útil dos empreendimentos, em ambos os terrenos estão sendo criados pavimentos de subsolo enterrados ou semienterrados. No empreendimento residencial Península os prédios apresentam dois subsolos, em certos casos ficando o segundo subsolo no nível de 2 metros abaixo do nível da água, o que se justifica devido a grande quantidade de apartamentos, mas que não é o caso do empreendimento do Terra Encantada. Além desses empreendimentos estarem apresentando problemas de infiltração.

Para obter um bom aproveitamento dos subsolos sem criar grandes lajes sob pressão da água, e utilizando a lei que permite emergir em 1,50m o nível do primeiro subsolo em relação ao nível da calçada, projetamos o empreendimento no terreno do Terra Encantada em 5 lotes, onde cada lote apresenta um nível de referencia de calçada diferente, e assim permitindo níveis diferentes de subsolo.

Para o terreno do estacionamento este artifício não se aplica já que o nível ao redor do terreno é praticamente igual e o terreno não apresenta boa resistência.

Assim, dentro de cada lote do terreno, há uma configuração diferente de tipologia, permitindo em certa parte do terreno a existência de dois subsolos, onde o segundo subsolo ficaria apenas à 70cm abaixo do nível da água, e seria utilizado apenas para estacionamento.
Deve ser feito um estudo para verificar a viabilidade financeira da criação deste segundo subsolo, já que ele não é necessário para cumprir o mínimo numero de vagas exigido pela legislação e calculado pelos nossos estudos.

 

 

Projeto em parceria com Aukett Fitzroy Gyarfas Arquitetura, Embya Paisagismo, ARUP Engenharia.

 

 

 

Equipe:
Marco Milazzo
Gustavo Rosadas
Tom Caminha
Ana Butturini
André Thurler
Andreas Gyarfas
Roberto Somlo

 

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