2000

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AEROPORTO INTERNACIONAL DE FLORIANÓPOLIS

 


 

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FLORIANÓPOLIS

Florianópolis - SC - 2004

cliente: Infraero

área construída: 31.733 m²

 


 

Sabe-se da importância estratégica e econômica que fazem dos aeroportos, hoje em dia, emblemáticos espaços da modernidade, que materializa idéias de progresso econômico e social às soluções que perseguem absoluta eficiência funcional para atender à crescente democratização do transporte aéreo contemporâneo. Os caminhos, hoje, são mais curtos, as noções de limites físicos e fronteiros nacionais foram completamente modificadas pela atual necessidade do mundo globalizado.

A cidade se move e tudo se move na cidade. Pouco importa o idioma. A idéia de movimento flutua no ar e o conceito de mobilidade está intimamente ligado ao de modernidade, a idéia de conexão e acessibilidade. No mundo contemporâneo onde tudo é fluxo, rede, interface e comunicação, o espaço construído adquiriu novas dimensões e significado. Vivemos um período em que os sistemas modais de comunicação física e digital imprimem um novo ritmo em processos de transformações.

Implantação e função

Para a implantação do novo terminal de passageiros de Florianópolis, propõe-se um edifício dinâmico, que fosse desenvolvido ao longo da área estipulada no edital e que através de sua estrutura espacial se movimenta e amplia horizontes. Sua forma tem origem de questionamentos sobre reconversões e “deslocalizações”; reflete sobre as múltiplas velocidades que marcam o ritmo da vida moderna. Observa, em face da intermodalidade, tema central das grandes cidades, qual as inovações produzidas no espaço, e conseqüentemente, as novas práticas de apropriação do mesmo. Há movimento em todos os sentidos, o que implica entender os vários ritmos e velocidades compostos na nova edificação. Sendo assim, a implantação do novo terminal de passageiros do aeroporto internacional de Florianópolis é determinada pelo terreno e pelas condições técnicas e financeiras que o próprio programa exige. O edifício se desenvolve a partir de um grande corpo linear, acompanhando o perímetro do terreno e permitindo futuro crescimento.

Simultaneamente a forma convexa para a pista, e cônica para a parte terra, permite o aproveitamento de um terminal menor para um número maior de pontes de embarque, minimiza os circuitos percorridos pelos passageiros e permite uma visualização mais interativa das funções e fluxos.
Em todo o edifício, especificou-se materiais sóbrios e duráveis, indicados ao uso intensivo do público. O esquema cromático do interior é neutro, com cores fortes aplicadas na sinalização. Desta maneira, os interiores oferecem uma atmosfera ordenada, iluminada e tranqüila. Uma delgada faixa de iluminação natural zenital rasga a cobertura.
As marquises de proteção aos acessos do edifício, cobertura e estrutura, dão escala humana e ritmo ao conjunto.

De acordo com essas reflexões, buscou-se evidenciar na proposta a clara qualificação funcional do edifício proposto, ele funciona como máquina de processamento e ao mesmo tempo, como uma conveniente sala de estar.

A central de utilidades deve se localizar o mais próxima possível do terminal, evitando custos com perdas de carga, manutenção e instalações. Ao mesmo tempo a CUT pela sua dimensão deve ser localizada em uma área que não empeça a ampliação do terminal. Sendo assim a incorporamos ao terminal, mas permitindo a conexão com uma ampliação do aeroporto. Esta incorporação também facilita a ligação com a galeria técnica. Este edifício que abriga o CUT é desenvolvido a partir de uma estrutura modular, simples e clara que visa facilitar sua expansão dando continuidade ao conceito do terminal inicial proposto.

Volumetria

Reflexo da contínua dinâmica da mudança, os terminais aeroviários são construções expostas à necessidade de superar a eterna ameaça de obsolescência. Visto isso, propomos um edifício que atendesse a essa necessária demanda funcional. Sua forma curvilínea permite, conseqüentemente, maior número de conexões de aeronaves e amplia-se quando necessário, de maneira conseqüente as demandas econômicas vigentes, crescendo, até abraçar seus limites físicos de implantação. O volume proposto pousa suavemente no sítio, abraçando seu sistema funcional, permitindo através de seus “sheds” e clarabóias a incidência de luz e ventilação em todo seu interior.

Fluxos e acessos

Optou-se em criar relações espaciais(urbano-paisagísticas) de passagem entre as previsões de estacionamentos, pontos de ônibus, táxis e veículos de passeio. Estes espaços intermediários fazem fronteira do terminal de passageiros e estacionamento, podendo ser ampliado, conforme necessidade de demanda física do terminal, permitindo assim, caracterizar-se como necessário ponto de intersecção dos diversos fluxos existentes. Esta praça linear é um espaço de passagem que também gera diversas leituras volumétricas, até fazer limite com a via principal de acesso ao terminal.
Esta via liga-se com um grande anel, que conduz aos diversos fluxos permitidos na área. E materializa-se de maneira monumental, como o ponto chave de chegada as proximidades do terminal de passageiros.
Internamente procurou-se estabelecer uma legível hierarquização de funções e acessos.
O projeto, também define a adução de calçadas duplas para maior conforto no embarque e desembarque de passageiros e aumento da capacidade de escoamento do tráfego local.

 

 

 

 

 

Equipe:

Marco Milazzo
Ana Paula Polizzo
Gustavo Martins

 

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